<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6470399</atom:id><lastBuildDate>Sat, 21 Nov 2009 10:44:11 +0000</lastBuildDate><title>as_minhas_leituras</title><description>Numa biblioteca modesta, de um lugar que não interessa agora, vive ainda hoje, rodeado de livros, um leitor ocioso, atreito, em igual medida, à preguiça e à compulsão. Alguns romances policiais, escolhidos sem critério, novelas durante o dia e poesia na maior parte das noites, literatura científica, de pensamento, jornais e suplementos de cultura sábados e domingos, consomem metade das longas horas do seu dia e parte dos seus rendimentos que são modestos. Eis a biografia desse leitor.</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>418</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113179444108719524</guid><pubDate>Sat, 12 Nov 2005 11:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-11-12T11:20:41.096Z</atom:updated><title>Amniótico</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Dar banho é bom; recebê-lo, com cuidado e precaução, é ainda melhor. O primeiro banho, da primeira vez aqui, foi uma experiência inesperada. Uma fantasia enérgica, dada com água morna, bem cheirosa, de que me não esqueço. Uma espiral de energia, de água derramada sobre os membros, o rosto, os abdómen e logo a seguir uma toalha quase áspera que não deixava emm paz. O quarto iluminado comm muita luz solar e uma equipa que parecia estar a fazer o melhor trabalho do mundo, quase me atordoou naquela cama da UCI. Hoje é diferente, nalguns pormenores. O banho assistido é diário. A força é nula. É logo pela manhã. De novo a água tépida a deslizar por todos os veios do corpo. O rosto e o côncavo dos olhos, o cabelo , depois o pescoço e o tronco emagrecido. Lavagem e limpeza, atenta a todos os pormenores do corpo e do ânimo, com uma eficiência que não exclui uma infinita delicadeza. Cuidado, subtileza, entrega e eficácia são as marcas diárias do meu banho. Uma experiência ameniótica, quase erótica.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113179444108719524?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/11/amnitico.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>56</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113157231403012175</guid><pubDate>Wed, 09 Nov 2005 21:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-11-09T21:38:34.043Z</atom:updated><title>Memória da Adriana</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img src="http://static.flickr.com/26/61668376_b75b042be7.jpg?v=0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma fotografia de &lt;strong&gt;Adriana&lt;/strong&gt; com as primeiras folhas de Outono escorrendo as primeiras gotas de chuva desta estação. A frescura de dilúvio delicado e consentido, as gotas simples da água caindo para o chão e perdendo-se, são um lenitivo para o braseiro que me toma desde dentro. Obrigado à amiga &lt;strong&gt;Adriana&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113157231403012175?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/11/memria-da-adriana.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113105203914288650</guid><pubDate>Thu, 03 Nov 2005 21:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-11-03T21:07:19.153Z</atom:updated><title>Humildade</title><description>&lt;div align="justify"&gt;As lições de humildade que tenho &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"levado para casa"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; nestas últimas semanas, meses poucos, têm sido em catadupa. E tipo goleada, do tipo: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Vai buscar!"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Ao contrário da gratidão, que é um sentimento insustentável, antinatural, a humildade é o sinal de que contamos com as forças dos outros frequentemente mais do que com as nossas próprias fraquezas. Nada a a acrescentar. É assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113105203914288650?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/11/humildade.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113094186088666687</guid><pubDate>Wed, 02 Nov 2005 14:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-11-02T14:59:46.876Z</atom:updated><title>Livros não lidos, coisas</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="WIDTH: 285px; HEIGHT: 197px" height="213" src="http://static.flickr.com/30/58967628_a1aa5eb852.jpg?v=0" width="303" /&gt; &lt;img style="WIDTH: 287px; HEIGHT: 196px" height="212" src="http://static.flickr.com/27/58967629_780ae8f891.jpg?v=0" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltar a casa vou pôr os livros na ordem. Já está planeado há muito. O móvel novo, depois de estar em condições, receberá as memórias, as biografias, as homenagens, as autobiografias, epistilografias, ideias políticas dispensáveis e géneros periféricos. Até lá é como o longo "dia do patrão fora, dia santo na loja".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois há o direito de não ler. Com tábua explícita dos direitos do não leitor. Para além deste direito, amplamente reclamado e de que muitos são useiros sem sequer terem lido o livrinho de &lt;strong&gt;Daniel Pennac&lt;/strong&gt;, - &lt;strong&gt;"Como um Romance"&lt;/strong&gt; - também deve haver o&lt;strong&gt;&lt;em&gt; "medo de ler",&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"pudor de ler",&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"escrúpulo da leitura"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"tédio de ler"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;... etc. Encontro-me, de momento, como já avisei, na parte do tédio. Tenho comprado livros, através daquele maravilhoso sistema que nós trás o livro embrulhado no jornal até às mãos, muitas vezes antes de imaginarmos sequer que o livro existia, mas quanto a ler... nada. Nem uma linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colecção de policiais do &lt;strong&gt;Público&lt;/strong&gt; está a terminar e hoje recebi já o penúltimo. Metade estão lidos, os outros repousam para melhor ocasião. Os filmes de &lt;strong&gt;Hitchcock&lt;/strong&gt;, que são um DVD mascarado de livrinho, também chegam regularmente mas nem o facto de ser leitura breve e de poder ver o filme no portátil, me dá grande vontade. Os dois tomos do &lt;strong&gt;Quixote&lt;/strong&gt;, na edição de &lt;strong&gt;Aquilino&lt;/strong&gt;, re-editada pelo &lt;strong&gt;Público&lt;/strong&gt;, ou os fascículos da edição da mesma obra, no &lt;strong&gt;Expresso&lt;/strong&gt;, traduzida por &lt;strong&gt;Serras Pereira&lt;/strong&gt; e ilustrada por &lt;strong&gt;Júlio Pomar&lt;/strong&gt;, também repousam para outro dia. Os livros de BD, bem esses são do Miguel. Guardo-os no quarto, lá mais para o Verão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113094186088666687?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/11/livros-no-lidos-coisas.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113093226340060144</guid><pubDate>Wed, 02 Nov 2005 11:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-11-02T14:10:29.560Z</atom:updated><title>Os meus cafés [5]: o Arcadas, que é alcunha, no fio do vento</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img src="http://static.flickr.com/29/58932743_93ab2f42b8.jpg?v=0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;Café "Arcadas",&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Arcadas"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é alcunha, já disse, porque não me consigo lembrar nunca do nome verdadeiro que deve ser bem pior que este, é um pequeno Café de Bolso. Fica no topo de uma calçada comercial, paralela à estrada, na esquina redonda de um troço de lojas e comércios de pequeno fôlego [cabeleireira, Pub, roupa, loja de Informática entre outras] com pretensões a galeria exterior. Antes era um de três cafés de bolso, num pequeno arco de 30 metros. Agora, se não estou enganado, sobrevivem dois e o das "Arcadas" é o mais simpático deles. Pelo menos é o primeiro que encontro, no topo das escadas, vindo de baixo, ou na curva da calçada, quando venho de casa a bater com a bengala desnecessariamente no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono, toda a família [à excepção da funcionária, alta e magra, que pertence a outra raça], são uma espécie de habitantes da &lt;em&gt;Terra Média&lt;/em&gt;, criaturas laboriosas e cordias, tal como as inventadas pelo &lt;strong&gt;Tolkien&lt;/strong&gt;. De pequena estatura, girando de um lado para o outros sem movimentos demasiados, cuidando do seu cliente combalido e de hábitos "morigerados". Falamos pouco, praticamente apenas o essencial e alguma que outra resposta a alguma pergunta ociosa. Também consumo sempre o mesmo e a minha frequência é irregular, por vezes quase de cliente em fuga. Uma meia, como é hábito, algum café, nos dias de calor uma coca-cola, um bolo para enganar a fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="221" src="http://static.flickr.com/26/58932748_6162e84ca0_m.jpg" width="169" /&gt; &lt;img height="159" src="http://static.flickr.com/25/58932745_3b8f66e3db_m.jpg" width="225" /&gt; &lt;img height="158" src="http://static.flickr.com/28/58932744_1998300ebe_m.jpg" width="216" align="left" /&gt;&lt;br /&gt;Mas gosto do &lt;strong&gt;"Arcadas",&lt;/strong&gt; apesar de uma certa tibieza do lugar, como se pode ver nas fotos. Prefiro a esplanada, ao interior banal e acanhado com mesas em cima de cadeiras ou vice-versa. Encosto-me a uma das colunas, disponho as minhas coisas sobre a mesa, ajeito a bengala e peço. Li muito naquele lugar. Jornais mas também livros, nem me recordo quais. Sei que lá li os Evangelhos, mas agora trabalhava já nas actividades da escola e lia coisas de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol evito-o, quando não de outro modo, escondendo-me atrás da pedra da coluna. O vento fresco quase sempre é agradável. Quando ultrapassa o que deve saio para o interior, vou-me embora a tiritar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://static.flickr.com/25/58932750_fd983aabd6.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fórmula de Einstein fez anos. O jornal falou disso e fez uma festa. Nesse dia passei pelo "Arcadas" e estive por lá num bom dia de sol e vento. Mal posso esperar pelo momento de me sentar de novo ao sol, ou evitando-o atrás da coluna, para pedir então em apoteose de regresso inesperado: "Uma meia de leite e uma tosta mista, ou uma torrada barrada com manteiga; por favor!"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113093226340060144?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/11/os-meus-cafs-5-o-arcadas-que-alcunha.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113093123227215444</guid><pubDate>Wed, 02 Nov 2005 11:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-11-02T11:33:52.296Z</atom:updated><title>Macau, desde o 12º andar com vista para o delta das Pérolas</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Eram oito horas e picos, oito e meia, dezasseis e trinta. Tarde calma. Como não há televisão o Miguel lia o Tintim, que levou aos quilos. Silêncio em fundo, como sempre. Um silêncio de 12º andar sobre o ruído constante da rua. Lá em baixo o parque com as máquinas fantásticas que não são do professor Hoffman [!], o &lt;strong&gt;Caravela&lt;/strong&gt; onde se bebe bom café, se come comida portuguesa e se leva para casa, para lá disso o rio. E lá em cima aquele silêncio de prédio grande. Uma tarde calma. O Miguel com a voz embargada pela constipação, depois do almoço de bitoque. Todos bem, tudo vai bem. Apenas tudo é demasiado caro. É sempre demasiado caro, nunca como se diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Tintim em chinês, vendido na loja ao lado do &lt;strong&gt;Caravela&lt;/strong&gt;, quanto custará?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113093123227215444?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/11/macau-desde-o-12-andar-com-vista-para.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113087912306892149</guid><pubDate>Tue, 01 Nov 2005 20:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-11-02T11:17:12.676Z</atom:updated><title>Buffet internacional, cabeça de borrego no forno, bacalhau à braz, batido de morango, etc</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Parece um desvario, parece que a fantasia já não obedece a regras, nem a precedências, nem olha às estações. Alguma vez obedeceu, alguma vez 'olhou', alguma vez teve juízo? Um atropelo de palavras, frases, imagens e descrições minuciosas. Tudo a jogar na minha cabeça, mas sem fazer sentido na cabeça dos outros. Tenho passado o meu tempo a lembrar estas coisas. A tal salada de tomate, de tomate carnudo e sumarento, que termina num caldo de vinagre; a verdadeira salva de peixe frito para quatro, com salada de alface, numa praia da costa de Cádiz [um hino de frescura e de boa comida]; a inesperada cabeça de borrego no forno, bem tostada sob um naco de gordura, com um olho ressequido que também deve saber bem a quem come com gosto; bacalhau à braz e à Gomes de Sá, quem foi que falou nisto? E que mais? Costeletas de borrego com ovo mexido e batatas fritas, uma refeição ligeira como seriam os calamares com uma salada e arroz de manteiga, ajudados pela cerveja ou pela limonada. E o buffet do pequeno almoço, no Savoy ou no outro hotel: batido de morando ou de baunilha, acompanhado de torradinhas e fatias de ovos com mel; depois os pudins ou o leite creme, de chocolate e de baunilha. Creio que estaria bem. Não?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113087912306892149?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/11/buffet-internacional-cabea-de-borrego.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113087811261560344</guid><pubDate>Tue, 01 Nov 2005 20:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-11-01T20:48:32.626Z</atom:updated><title>O Prazer do Vómito</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tiraram-me um dos poucos prazeres que ainda tinha, aqui nesta cama.&lt;/strong&gt; O prazer de vomitar. Não digo isto para ser tremendista, mas porque nas últimas semanas apurei a técnica em cerca de uma centena de vezes que passei pela experiência. Nada do espasmo penoso e contra-natura, que parece que nos sufoca e leva à morte, quando entramos nesse transe. Pelo contrário. Uma libertação que deixa o organismo em equilíbrio e o ânimo aberto ao mundo. Quando o vómito respondia a essa necessidade de harmonia, depois sentia-me como novo. Por vezes apenas água, só água. Jorrava uma inesperada onda de frescura, ao contrário do ciclo, água bebida momentos antes, ainda fresca. Nos últimos dias o vómito era um pouco menos espontâneo e era preciso forçá-lo e lutar para que prosseguisse até ao seu final. Deixar um vómito a meio é um asco. O resultado material disso era um bojudo saco azul pendurado na mesa de cabeceira todas as manhãs. Ainda lá está o último, mistura diabólica que o estômago não quer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113087811261560344?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/11/o-prazer-do-vmito.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113087741152447767</guid><pubDate>Tue, 01 Nov 2005 20:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-11-01T20:36:51.536Z</atom:updated><title>O Terramoto</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Se não estivesse aqui teria dado atenção ao terramoto de há 250 anos, precisamente. Mas o não-acontecinento passou-me completamente ao lado. Posso mesmo dizer que, depois de ter iludido a possibilidade de comemorar no bloco, entre mecanismos de terror e esperança que cortam, rasgam, abrem, penetram, remendam, cosem e fecham o padecente corpo humano, trémulo de tanta fraqueza, o meu dia do terramoto passou sem que eu visse passar diante dos olhos qualquer imagem. Nada de imagens. Apenas o repicar de sinos na televisão distante, lá no corredor. Só isso e chega.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113087741152447767?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/11/o-terramoto.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113085038216669091</guid><pubDate>Tue, 01 Nov 2005 12:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-11-01T13:06:22.166Z</atom:updated><title>Macau, mon amour...</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Tenho escrito pouco sobre isso; tenho recebido notícias de lá, tranquilizadoras, de uma vida de se normaliza num mundo que é diferente deste em muita coisa. O Miguel está fascinado com os estranhos equipamentos do parque para o exercício físico, mesmo frente ao bloco de apartamentos em que vivem. Muito procurados pelas pessoas que frequentam o jardim, inscrevem-se naquela filosofia geral oriental de compor uma boa unidade entre corpo e espírito. Ali cuida-se do corpo. Ele adora. E mais detalhes deliciosos sobre as rotinas, os nomes dos cafés, dos restaurantes, o mercado, os preços e a dolorosa constatação de que afinal tudo é caro. E ainda falta saber tanta coisa. Para outro dia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113085038216669091?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/11/macau-mon-amour.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113084942838668426</guid><pubDate>Tue, 01 Nov 2005 12:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-11-01T12:57:54.566Z</atom:updated><title>Agora o fino sabor do limão</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="WIDTH: 264px; HEIGHT: 386px" height="456" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3363/442/1600/limao%20e%20gas.jpg" width="264" /&gt; &lt;img src="http://www.dierberger.com.br/limao_2_transp..gif" /&gt; Agora penso no fino, fresco, saudável sabor a limão. Procuro esse sabor que ressuma frescura e profundidade de gelo, nos refrigerentes, na limonada, mas não o encontro. Ainda não tive aqui a opulência de frescura e sabor de um verdadeiro limão cortado ao meio, sangrando o seu sumo que não poupa o palato, que o cura da sede. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113084942838668426?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/11/agora-o-fino-sabor-do-limo.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113059926048422618</guid><pubDate>Sat, 29 Oct 2005 15:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-29T16:21:00.546+01:00</atom:updated><title>Tudo por um Gaspacho gelado e saturado de vinagre</title><description>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.theworldwidegourmet.com/countries/spain/images/gaspacho-andalou.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, apenas isto. Depois, provavelmente já outra coisa. Mas que ninguém me tire o prazer, real ou muito imaginado, de comer bons pedaços de tomate bem cortdo à medida da boca, tomate vivo, vivaz e vermelhão, ungido do azeite e mergulhado no vinagrete. E depois, contra todas as regras, sorver a mistela final; água saturada de vinagre, azeite, oregãos perdidos a flutuar e grainhas de tomate em suspensão. Na mais completa clandestinidade. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113059926048422618?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/10/tudo-por-um-gaspacho-gelado-e-saturado.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113036819803084778</guid><pubDate>Wed, 26 Oct 2005 22:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-27T00:09:58.036+01:00</atom:updated><title>Contraste e o odor do café</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Fui a exame, de novo. Quando saímos daqui, deitados na cama, de costas sobre um colchão que desliza, saímos subitamente desta zona reservada e entramos na agitação do secretariado e da sala de espera. Num momento, um mundo ignorado revela-se sem surpresa. Vistos naquela posição de um faraó que repousa para a eternidade, de costas para baixo e vendo deslizar o que parece o mundo sobre os olhos, as pessoas parecem figurantes ali colocads para a nossa passagem. Falam, agitam-se, gesticulam, parecem ocupadas desde muito antes de irrompermos por ali naquele trono deslizante. E assim continuarão um pouco mais, depois de passarmos a outros corredores, com outros figurantes ocupados sempre em fazer qualquer coisa que vai para além de nós. Passamos por lugares vazios, onde só uma máquina de café nos conforta. Segundos depois já nada ficou do agradável odor do café que penetrámos. E mesmo agora só a memória.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113036819803084778?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/10/contraste-e-o-odor-do-caf.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113036576622199663</guid><pubDate>Wed, 26 Oct 2005 22:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-26T23:54:46.126+01:00</atom:updated><title>Bolo de Arroz, última à direita</title><description>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www1.uol.com.br/cybercook/images/cbtq_camarao_cantones.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para chegar ao &lt;strong&gt;Bolo de Arroz&lt;/strong&gt;, disse-me o enfermeiro simpático, com uma ponta de irreprimível nostalgia na voz, quem vem do &lt;strong&gt;Leal Senado&lt;/strong&gt;, é a ùltima transversal à direita. Mesmo antes de sair da praça, à direita do prédio amarelo de arcadas brancas. Também me disse que a &lt;strong&gt;Star Buck&lt;/strong&gt; [!] instalou lá uma loja de café, mas esplanadas parece que não. O &lt;strong&gt;Bolo de Arroz&lt;/strong&gt; é um café português, de portugueses onde se encontram regularmente... para beber café português [já agora].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viveu lá durante cinco anos, regressou ao nosso rectângulo em 2000. Adora aquele território e por isso fartou-se a tempo. &lt;strong&gt;Macau&lt;/strong&gt; é, nas suas palavras, o lugar onde tudo a contece a toda a hora. Intenso e vivo, onde se pode comer um bom shop sui pelas 5.30 da manhã, porque apetece, num dos muitos restaurantes abertos de madrugada para os jogadores dos casinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me fala de &lt;strong&gt;Macau&lt;/strong&gt; fala sempre no passado; fala daquele território como um sonho frágil e trémulo, mas irreprimivelmente real, que permanece ainda como uma promessa. Há qualquer coisa, também, de um leve ressentimento, porque foi um lugar onde se foi intensamente feliz noutro tempo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113036576622199663?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/10/bolo-de-arroz-ltima-direita.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113000808385032357</guid><pubDate>Wed, 26 Oct 2005 19:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-11-02T08:12:51.586Z</atom:updated><title>Delírio, louvor, receituário de moelas e caracoletas</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img src="http://jwilson.coe.uga.edu/emt669/Student.Folders/Frietag.Mark/Homepage/Goldenratio/image17.gif" align="left" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://papinhafeita.blog.simplesnet.pt/archive/2004_06.html"&gt;Papinha Feita&lt;/a&gt; é o Blogue Oficial da &lt;strong&gt;Confraria da Papinha Feita;&lt;/strong&gt; um grupo de amantes da boa cozinha, como é costume dizer-se. Lavram, de cada repasto, de cada banquete, copiosas actas cujo estilo pretensamente pomposo e abstracto, formal e seco, não esconde um profundo gosto pelo encontro fraterno, pela amizade, pela comida partilhada com os amigos. Aqui deixo o endereço do blogue para uma visita de fazer crescer água na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma história mais triste, que não é trágica. Trata-se de um post, de um blogue de homossexuais, atento também à boa mesa, na tradição hedonista que lhes corresponde. É um pequeno episódio &lt;a href="http://h2omens.blogspot.com/2005/08/o-jantar-o-fds-caracoleta-as-bolas-e.html"&gt;envolvendo uma história infeliz&lt;/a&gt; com caracoletas, quando se tratou de pagá-las. Também custa. Só isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;&lt;img style="WIDTH: 539px; HEIGHT: 400px" height="1184" src="http://www.inhesur.com/CARACOLES%20mano.jpg" width="1486" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora faltam-nos as receitas. Uma busca rápida dá-nos um punhado delas. A começar por &lt;a href="http://www.saborosas.com/frontoffice/receita.asp?receita=181"&gt;esta receita de caracoletas&lt;/a&gt;, com tomate fresco sem grainhas, presunto e piri-piri. Muito sofisticada, na parte do presunto, mas ainda assim uma tentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma receita mais simples, esta: &lt;a href="http://po.chinabroadcast.cn/1/2004/02/13/1@3463.htm"&gt;Caracoletas com Manteiga de Alho&lt;/a&gt;, escrita num português de trocar os rr pelos ll... e de arrepiar os cabelos. Mas a menção da manteiga e do alho desculpa o erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas primeiras entradas que encontrei no sítio das &lt;a href="http://www.eusei.com/pessoal/SoPetiscos.html"&gt;Receitas de Petiscos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;dão-nos uma receita simples de caracóis e uma receita de caracoletas assadas. Com um magnífico molho de alho e colorau. A imagem da caracoleta assada, ressequida levemente pelo calor da assadura, pintada de molho picante escorrente, tem-me perseguido nestes últimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.maximainteriores.pt/decor/interiores/0205/receber/100.shtml"&gt;Receita de Caracoletas escondidas&lt;/a&gt; é um exercício requintado sobre caracoletas, em que elas parecem constituir apenas um pretexto. O autor é um tal Alfredo Hervías y Mendizábal, natural de Madrid, e coordena a equipa de cozinheiros do restaurante Xtoril Café, no Casino do Estoril. Mas é preciso comer muito para chegar à caracoleta escondida sob o pão de forma e a massa deliciosaq que o cozinheiro criou para o efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra receita com requinte, estes &lt;a href="http://www.gastronomias.com/receitas/rec1253.htm"&gt;Caracóis à La Bourguignonne&lt;/a&gt;. Prova-se que caracóis e caracoletas não são incompatíveis com alta cozinha. Para mim são realmente alta cozinha. Estes vão ao forno e devem ser servidos imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.escritaxis.com/media/caracois.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As moelas também merecem uma boa obsessão, não tão intensa é certo, mas uma obsessão bem percutida que estimule continuamente o palato até à dormência. É o caso desta &lt;a href="http://www.saborosas.com/frontoffice/receita.asp?receita=990"&gt;receita de moelas&lt;/a&gt;, com três grandes tomates bem maduros, picadinhos num refugado. É uma receita básica, mas que deixa a promessa do prazer de um petisco. Uma citação, um &lt;em&gt;divertissement&lt;/em&gt;, algo que apenas começa e não termina. Vale a pena, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem queira descobrir um petisco, fazer uma festa de surpresa, aqui fica, a terminar, um sítio que é, verdadeiramente, &lt;a href="http://www.saborosas.com/frontoffice/subcategoria.asp?categoria=10"&gt;um portal dos petiscos&lt;/a&gt;. Agora é escolher.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113000808385032357?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/10/delrio-louvor-receiturio-de-moelas-e.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-112998202641031879</guid><pubDate>Wed, 26 Oct 2005 11:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-26T11:07:08.713+01:00</atom:updated><title>Marnie; o thriller psicológico de Hitchcock</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Foi o primeiro filme que vi completamente em DVD no computador. E foi absorvente. Apesar do incómodo da posição, de estar deitado, um pouco de lado para a acção, vi o filme com imensa absorção. É o velho problema do mal no homem. Não há fronteiras, só sombras e duplicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-112998202641031879?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/10/marnie-o-thriller-psicolgico-de.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113032038509613110</guid><pubDate>Wed, 26 Oct 2005 09:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-26T10:53:05.103+01:00</atom:updated><title>Perguntas, respostas à distância [com Vivaldi em fundo]</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Vivaldi&lt;/strong&gt; ouve-se na cama em frente, do meu camarada de quarto, que toma o pequeno almoço com um invejável entusiasmo. Eu invejo-lhe isso e o &lt;strong&gt;Vivaldi&lt;/strong&gt;. Come com uma sofisticação da fome, não tanto do gosto, que me surpreende. E ouve o Vivaldi. E vai sair dentro de horas, para casa, para regressar mais tarde, numa rotina estabelecida de tratamentos. E chora agora no telemóvel que acabei de lhe passar para a mão, por não lhe poder chegar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br&gt;Eu acabei de escrever umas mensagens para &lt;strong&gt;Macau&lt;/strong&gt;. Interessa-me saber de tudo, como é natural. Saber das pequenas e grandes rotinas, dos horários para saber o quanto diferimos todos os dias. Saber se há café, a que sabe, quanto custa; se há um café onde se possa estar, esquecido, fora do mundo, a ler o jornal. Se há cafés perto de casa, na praça do &lt;strong&gt;Leal Senado&lt;/strong&gt;. E os jornais, como são, a quanto se vendem, qual é o melhor. Compras qual? etc. A Livraria Portuguesa é pobre e muito careira, segundo parece. Mas o que é que tem? Os livros andam por que valores? É uma Livraria com iniciativas, segundo creio. É lá que se encontram os portugueses? E os colegas? E o Instituto, como é? Bem equipado? E a Escola Portuguesa, merece o que dizem dela? E o cinema para portugueses, onde é que há? E a casa como está? Etc., etc...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br&gt;O Miguel pediu-me no último mail: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"manda-me respostas."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Vou ver o que é que há aqui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113032038509613110?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/10/perguntas-respostas-distncia-com.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113005421421432099</guid><pubDate>Sun, 23 Oct 2005 07:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-23T10:43:29.753+01:00</atom:updated><title>Macau, Praça do Leal Senado [15.20 - 8.20]</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="WIDTH: 612px; HEIGHT: 380px" height="410" src="http://www.dennisflood.com/photos/gallery/macau/large/macau-012.jpg" width="645" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fio de voz atravessa vários continentes, e pelo meio mais um subcontinente que deixa escorrer uma lágrima no Índico, e perde-se invariavelmente nesta imensidão. Tem sido assim sempre que falamos por telefone, que é, nestes tempos, afinal a forma mais inverosímil de falar de tão longe para tão longe. Há outras, mas todas elas envolvem mais logística; esta é mais linear e no entanto, no momento em que as vozes se cruzam ficamos metade do tempo em perguntas, meias frases: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"estás a ouvir?"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"não se ouve nada"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"ouço um eco"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"vou passar"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"fala mais alto"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"ouço a voz ao fundo"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"é melhor desligar"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Uma decepção, de que só escapa ouvir-se mesmo, ainda que por instantes, o fio verdadeiro da voz do outro lado. Não o que tem para dizer, mas a ela mesma, na sua clara presença. Só isso, o que é muito, mas que está longe de ser tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="341" src="http://sheridan.geog.kent.edu/photos/china/CSENADO.JPG" width="560" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falaram-me desde a &lt;strong&gt;Praça do Leal Senado&lt;/strong&gt;, centro cívico e político da cidade de &lt;strong&gt;Macau&lt;/strong&gt;. Não sei de onde. E há uma coisa que me inquieta. Em todas as fotografias que tenho visto não vislumbro nenhuma mesa de café. Será possível não haver naquele lugar um café com esplanada de onde se possa ver o mundo, aquele pedaço glorioso do mundo? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/lb/3/37/Image07.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;[O Leal Senado há muitos anos, com patine]&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113005421421432099?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/10/macau-praa-do-leal-senado-1520-820.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113002516939969790</guid><pubDate>Sat, 22 Oct 2005 23:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-23T00:54:51.640+01:00</atom:updated><title>Podcasting do SCMP</title><description>&lt;a href="http://technology.scmp.com/techmain/podcasting.html"&gt;Aqui alguns interessantes exemplos de Podcast&lt;/a&gt; ou iPodcasting, na página do &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.scmp.com/"&gt;South China Morning Post&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;[SCMP].&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113002516939969790?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/10/podcasting-do-scmp.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113002365421723309</guid><pubDate>Sat, 22 Oct 2005 23:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-23T00:27:34.216+01:00</atom:updated><title>Voluptuosidade e relutância</title><description>O vómito não é, nunca será, um tema digno sobre o qual se escreva. Nada do que é tão voluptuosamente rejeitado, umas vezes, nada que seja tão relutantemente devolvido ao princípio, outras, parece poder ter algum tratamento decente e de bom gosto na escrita de quem se atreva. Quantas páginas dedicadas ao vómito deve haver por esse mundo fora. Não as conheço. Pela minha parte, estou a recuperar ouvindo o &lt;strong&gt;Messiah&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;Handel&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113002365421723309?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/10/voluptuosidade-e-relutncia.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113002274074441455</guid><pubDate>Sat, 22 Oct 2005 22:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-23T00:12:51.476+01:00</atom:updated><title>O efeito de borboleta e a gripe [2]</title><description>Afinal deve haver alguma verdade na teoria. O bater de asas num lado do mundo pode, em determinadas circunstâncias, desencadear uma gripe no outro lado. Não é mais ou menos o que está a contecer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113002274074441455?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/10/o-efeito-de-borboleta-e-gripe-2.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-113002219613873321</guid><pubDate>Sat, 22 Oct 2005 22:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-23T00:03:16.150+01:00</atom:updated><title>O efeito de borboleta e a gripe</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Afinal sempre deve haver alguma parte de verdade na teoria. O simples bater de asas num lado do mundo pode muito bem desencadear uma gripe do outro. Não é mais ou menos o que está a acontecer?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-113002219613873321?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/10/o-efeito-de-borboleta-e-gripe.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-112998622676027001</guid><pubDate>Sat, 22 Oct 2005 12:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-22T20:08:33.426+01:00</atom:updated><title>Sabe o que é o iPodcasting? [e para que serve?]</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Poderá ser uma evolução natural na rede de concepção, edição e distribuição de conteúdos por parte de produtores individuais não especializados a que estamos a assistir, na net, desde há alguns anos. Os Blogues, os photoblogues, moblogues, videoblogues... e o &lt;strong&gt;iPodcasting&lt;/strong&gt;. São conteúdos de rádio produzidos em formato próprio para descarregar do computador para o &lt;strong&gt;MP3&lt;/strong&gt;, por exemplo, e para se ouvir quando se quiser. Pequenas sequências de dimensão variável, do minuto ou dois no registo de escrita diarística do blogue, ao mais elaborado, de meia hora, sobre a descoberta do espaço, sobre música ou questões sociais candentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi há pouco um programa na &lt;strong&gt;TSF&lt;/strong&gt;, o segundo da série sobre esta nova forma de criação e edição de conteúdos audio, e cheguei através de uma busca simples a &lt;a href="http://www.penguinradio.com/podcasting/"&gt;este primeiro sítio&lt;/a&gt;, da &lt;strong&gt;Penguin Radio&lt;/strong&gt; onde podem ser ouvidos alguns exemplos de &lt;strong&gt;iPodcasting&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na escola o modelo também poderá ter sucesso. Eu, se estivesse a dar aulas, tentaria chegar aos alunos também assim. Um &lt;strong&gt;iPodcasting&lt;/strong&gt; por cada dúvida consistente que fosse apresentada, ou por cada unidade do programa. É uma ideia. No blogue das aulas, para que os alunos tivessem ali o professor à disposição, ao sábado e ao domingo, na véspera do teste. Para não falar das utilizações mais lúdicas e criativas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-112998622676027001?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/10/sabe-o-que-o-ipodcasting-e-para-que.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-112998208007832789</guid><pubDate>Sat, 22 Oct 2005 11:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-23T00:15:14.606+01:00</atom:updated><title>Descrição perturbadora e obsessiva acerca do modo de comer caracóis</title><description>&lt;center&gt;&lt;img src="http://osoprodocoracao.weblog.com.pt/prateleira/hacaracois.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Devemos dar a uma obsessão a sua verdadeira importância: toda a que ela tem, muita, o mais possível.&lt;/strong&gt; É o meu caso com os caracóis cozinhados de acordo com as receitas tradicionais portuguesas. Aos caracóis ou os como com imenso agrado e voracidade, ou os fantasio ardentemente. Mas também estou, frequentemente, imensos períodos de tempo esquecido, amnésico, sem os comer e sem os fantasiar. Depois desperto e faço uma destas duas coisas obsessivamente. Como é o caso, agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;img height="227" src="http://www.merlin.web.pt/JantarJulho2005/caracois.jpg" width="292" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano comi caracóis menos de uma meia dúzia de vezes, o que não é nada, e agora não paro de os fantasear permanentemente. Ontem falaram-me de uma casa, um templo aos caracóis, que fica para os lados da &lt;strong&gt;Torre da Marinha&lt;/strong&gt;, inteiramente dedicada aos caracóis de todas as cores, tamanhos e feitios. Desde então a minha alma penada tem vagueado por lá, por aqueles lugares, em busca do sítio. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Imagino que entro no templo e me sento a uma das mesas. Não imagino o cenário com detalhe. Peço, não caracóis, mas caracoletas. Mais cheias, volumosas e carnudas. Com algo para comer. O grau de relutância cresce em muitos quando falamos de caracoletas. O que há de suspeito no gosto pelos caracóis, cadaveres moribundos encolhidos dentro da concha no momento da morte, cresce quando falamos destes frutos maiores, as caracoletas. Quem não gosta dos primeiros deve abominar os segundos, imagino eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;img height="327" src="http://po.chinabroadcast.cn/mmsource/images/2004/02/13/caracoleta.jpg" width="324" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo de cor, porque não como caracoletas há décadas. Comia-as à mistura com caracóis, quando era garoto, na casa da avó. Não me recordo de o ter feito noutra altura, mas não é possível que tenha entretanto perdido o gosto pela bizarria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.waveride.net/contents_img/t610_caracois.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que uma caracoleta estende o corpo para fora da casca, ficando paralisada e preparada para o meu banquete, depois de cozida na água fervente. Assim até é mais fácil. Basta pegar na casca redonda e acastanhada, mergulhada no fundo do molho, fixar o corpo escurecido com os dentes e puxar. Um movimento de gáudio ainda contido, que desenrola continuamente a espiral da caracoleta. A parte escura, que nalgumas receitas é retirada, a que levanta mais suspeitas quer pelo conteúdo, quer pelo formato espiralado e retorcido que se envolve no interior da casca, vem no fim, recalcitrante. Uma aspiradela rápida, coordenada com um movimento de abertura da boca, deixa cair para dentro o petisco. A carne da caracoleta resiste mais que a do caracol, esta, naturalmente é mais miúda e quase se desfaz na boca. A caracoleta come-se mesmo. No caracol, por vezes, a espiral parte-se, o que obriga a exercícios de uma motricidade digital muito fina. Nas caracoletas penso que o ênfase está dado no mastigar. Mais para mastigar, um prazer mais denso, mais radical, mais perto da estranheza de comer deliciadamente um bizarro e inofensivo animal deslizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes a carne deixa escorrer o molho que sobra. Não se pode perder sequer uma gota desse molho que envolve, embebe, impregna de ominoso sabor picante e apaladado a carne que mastigamos. Podemos depois usar a concha vazia como colher e retirar o que está no fundo, uma mistura irrepetível de sabores e temperos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;img style="WIDTH: 571px; HEIGHT: 378px" height="413" src="http://1jour1photo.canalblog.com/images/25_mai.JPG" width="606" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não sei quando se termina, quando paramos isto. Só sei que não é no fim.&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-112998208007832789?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/10/descrio-perturbadora-e-obsessiva.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6470399.post-112998195485479202</guid><pubDate>Sat, 22 Oct 2005 11:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2005-10-22T14:32:36.526+01:00</atom:updated><title>Os Rankings... cá estão!</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Os principais jornais de referência, concertados ao que julgo, publicaram hoje os &lt;strong&gt;Rankings das escolas secundárias&lt;/strong&gt;. São todos diferentes porque cada equipa escolhe os seus critérios de trabalho a partir dos dados em bruto fornecidos pelo Ministério. E esses dados, supostamente, permitem estabelecer listas graduados onde as escolas aparecem por ordem decrescente da média obtida pelos seus alunos do 12º ano nos exames que realizaram a cada disciplina, no final do ano lectivo. O &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/"&gt;jornal Público&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/"&gt;Expresso&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://online.expresso.clix.pt/dossiers/ranking2005/default.asp"&gt;nomeadamente aqui&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://dn.sapo.pt/#papel"&gt;Diário de Notícias&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://www.correiomanha.pt/index.asp"&gt;Correio da Manhã&lt;/a&gt; publicaram listas e trataram a informação a seu modo. Vale a pena comprar a edição em papel para comparar, de lápis na mão, pronto a sublinhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois anos convidámos o jornalista da &lt;strong&gt;SIC notícias&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;João Almeida&lt;/strong&gt; e o actual presidente do Executivo, professor &lt;strong&gt;Manuel Porfírio&lt;/strong&gt;, para nos falar deles e da sua importância. Foi a minha última "aparição social". A iniciativa integrou-se na Feira do Livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreverei alguma coisa sobre os resultados. Só não sei quando. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6470399-112998195485479202?l=asminhasleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://asminhasleituras.blogspot.com/2005/10/os-rankings-c-esto.html</link><author>noreply@blogger.com (jota_gustavo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item></channel></rss>