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quarta-feira, outubro 26, 2005

Perguntas, respostas à distância [com Vivaldi em fundo] 

Vivaldi ouve-se na cama em frente, do meu camarada de quarto, que toma o pequeno almoço com um invejável entusiasmo. Eu invejo-lhe isso e o Vivaldi. Come com uma sofisticação da fome, não tanto do gosto, que me surpreende. E ouve o Vivaldi. E vai sair dentro de horas, para casa, para regressar mais tarde, numa rotina estabelecida de tratamentos. E chora agora no telemóvel que acabei de lhe passar para a mão, por não lhe poder chegar.

Eu acabei de escrever umas mensagens para Macau. Interessa-me saber de tudo, como é natural. Saber das pequenas e grandes rotinas, dos horários para saber o quanto diferimos todos os dias. Saber se há café, a que sabe, quanto custa; se há um café onde se possa estar, esquecido, fora do mundo, a ler o jornal. Se há cafés perto de casa, na praça do Leal Senado. E os jornais, como são, a quanto se vendem, qual é o melhor. Compras qual? etc. A Livraria Portuguesa é pobre e muito careira, segundo parece. Mas o que é que tem? Os livros andam por que valores? É uma Livraria com iniciativas, segundo creio. É lá que se encontram os portugueses? E os colegas? E o Instituto, como é? Bem equipado? E a Escola Portuguesa, merece o que dizem dela? E o cinema para portugueses, onde é que há? E a casa como está? Etc., etc...

O Miguel pediu-me no último mail: "manda-me respostas." Vou ver o que é que há aqui.

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