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quarta-feira, outubro 26, 2005

Bolo de Arroz, última à direita 


Para chegar ao Bolo de Arroz, disse-me o enfermeiro simpático, com uma ponta de irreprimível nostalgia na voz, quem vem do Leal Senado, é a ùltima transversal à direita. Mesmo antes de sair da praça, à direita do prédio amarelo de arcadas brancas. Também me disse que a Star Buck [!] instalou lá uma loja de café, mas esplanadas parece que não. O Bolo de Arroz é um café português, de portugueses onde se encontram regularmente... para beber café português [já agora].

Viveu lá durante cinco anos, regressou ao nosso rectângulo em 2000. Adora aquele território e por isso fartou-se a tempo. Macau é, nas suas palavras, o lugar onde tudo a contece a toda a hora. Intenso e vivo, onde se pode comer um bom shop sui pelas 5.30 da manhã, porque apetece, num dos muitos restaurantes abertos de madrugada para os jogadores dos casinos.

Quem me fala de Macau fala sempre no passado; fala daquele território como um sonho frágil e trémulo, mas irreprimivelmente real, que permanece ainda como uma promessa. Há qualquer coisa, também, de um leve ressentimento, porque foi um lugar onde se foi intensamente feliz noutro tempo.

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