Quinta-feira, Outubro 20, 2005
Antonio Nuñez Montoya, El Chocolate

Deve o nome à cor da pele, a cor do chocolate. É um Montoya e, de acordo com um crítico que escreve um texto de apresentação no CD, "conhece e domina todos os arcanos e segredos", "encarna a memoria do cante mais antigo".
Neste registo da Radio France, gravado em Paris, entre 13 e 14 de Janeiro de 1992, Chocolate percorre com mestria todos os palos antigos do flamenco. Em todos se sente que está no limite. Quer no Fandango, como na Cartagenera, na Solea, na Siguiriya de Jerez, na Malagueña, nas Bulerias, numa belíssima Serrana, no Martinete e na Debla, à capela, desenha-se o mapa de uma autêntica geografia flamenca.
Praticamente nunca tinha ouvido tão profundamente o canto de Chocolate. Nada mais para além da sua magnífica intervenção no quadro do Flamenco, de Carlos Saura. Agora Chocolate é um dos meus maiores.
A la boca de una mina
Asomaba tu queré
Y como te quería tanto
Me confesé yo a un debé
Eso si que son quebranto
Probre de lo minerico
Que desgraciaito son
Que en la mina del carbón
Trabajando con el pico
Se dajan el corazón
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