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segunda-feira, setembro 19, 2005

Um café de onde se vê o mar 



A Expo' 98 de Lisboa valeu a pena só para termos uma réplica credível do Peter ali para os lados de Loures. Estou a repetir-me. Raramente passo por lá, mas gosto sempre de entrar para ver as bandeiras e os emblemas que espalham em redor um cheiro a maresia, mais imaginado que real, apesar da proximidade do rio Tejo. O Peter é uma instituição, lá na cidade da Horta, e do seu interior vê-se a montanha do Pico, "inutile phare de la nuit". Vê-se o cais mítico da Horta, o paredão pintado com imagens saídas da imaginação delirante dos que passam nos barcos à vela, sabe-se lá à procura de quê. No Parque das Nações a magia não é tão óbvia, mas a imaginação ajuda. Ontem passei por lá, o interior estava vazio, mas cá fora a esplanada regurgitava de um público cosmopolita e bem composto. Apetecia ficar. Voltarei em breve para entrar e ficar por lá uma hora, perdido entre leituras.

Noutro lugar do Parque, na esplanada do Centro Comercial Vasco da Gama, avista-se o Pavilhão Atlântico. Outro bom lugar para estar e ver passar quem passe. Também me apeteceu ficar por ali, mas o nosso tempo estava medido. O livro é sobre a China, do António Caeiro.

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