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segunda-feira, setembro 26, 2005

Pesadelos, sonhos 

Veio de um pesadelo; de um daqueles terrores nocturnos que ajudam a desenhar penosamente os contornos da consciência, enquanto se está no recato do sono. Afinal nem o sono é seguro, porque a imaginação de uma criança está sempre povoada de monstros e de figuras inverosímeis, que não existem mas que são possíveis. Medos, inseguranças, dúvidas... está lá tudo, sem forma, sem um sentido preciso, mas à espera de uma oportunidade para jorrar com o ímpeto de um vulcão que expulsa a lava. Felizmente eu estava aqui ao lado e acorri para o tranquilizar. Agora dorme de novo, a respiração é regular, ouve-se daqui, enquanto toco no teclado. Dentro de horas, apenas horas, este sopro, pelo qual eu também respiro e que me mantém vivo, estará muito longe. Demasiado longe para ser possível imaginar agora o quanto é longe. Talvez que nesta distância de meio mundo, continentes e oceanos entre um e outro, acabemos por trocar de pesadelos. Eu aceito ficar com todos só para mim, para que ele possa gozar apenas dos sonhos. Os meus e os dele.

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