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quarta-feira, setembro 07, 2005

Os Livros da vida deles 

A partir deste sítio, da Câmara Municipal de Beja [CMB] podemos chegar a algumas boas ideias sobre a leitura e o acto de ler.

Teve início hoje [estará agora a decorrer a primeira sessão, a terminar talvez num beberete] a primeira conversa sobre livros organizada pela Biblioteca Pública José Saramago, de Beja. Título genérico da iniciativa: "Os Livros da Minha Vida" . Os convidados são um abanico de personalidades, politico-culturalmente muito variadas, pluralistas.


Manuel Carvalho da Silva [hoje, pelas 21.30], Odete Santos [9 Set.], Francisco Santos [13 Set.], Januário Torgal Ferreira [15 Set.], João Paulo Ramõa [19 Set.], Carlos Figueiredo [21 Set.], Alberto Matos [27 Set.], Eduardo Sá [30 Set.], João Lobo Antunes [14 Out.], Vasco Graça Moura [20 Out.], Vitor Melícias [27 Out.], Manuel Monge [10 Nov.], Domingos Duarte Lima [18 Nov.], Mário Soares e Pedro Abrunhosa [com datas a confirmar]. Sempre pelas 21.30.

De acordo com os organizadores do programa não são "apenas os livros [que] são determinantes na construção daquilo que somos como pessoas". Claro que não, nem tãopouco o são, exclusivamente, os livros que lemos. Também os livros que não lemos e que perseguimos durante parte da nossa vida de leitores erráticos, vagos por vezes, nos marcam e nos orientam por onde há luz, por onde há sombras.
Eu carrego uma tralha de livros por ler, como um peso morto. Alguns meio lidos, outros apenas começados, a maior parte nem isso. Um dia isto merecerá um post.... O Ulisses do Joyce, nunca passei da primeira página, naquela majestosa edição da Difel, com tradução de Houais, que mete qualquer leitor em respeito. A Montanha Mágica, que já li até meio, quase, para parar no interior de uma tenebrosa tempestade de neve, que representa um arrepiante dilema metafísico, de que saí saltando da leitura por mais de uma vez. A la Recherche, apenas começado; li o primeiro volume da edição dos Livros do Brasil, nos Açores, e fiquei por aí. Salambô... dolorosamente lido antes e durante uma tormentosa viagem de avião, em classe turística, para Monastir, na Tunísia. Não pegou, nem mesmo a circunstância de ter Cartago logo ali, junto à linha do comboio ligeiro, a caminho de Sidi Bou Said, me valeu. Parei de ler, até hoje. E tantos outros: Guerra e Paz, Ana Karenina [ainda não sei hoje porque li a Ressurreição], Crime e Castigo, o Arquipélago de Gulag, A Cidade de Deus, A Decadência do Ocidente, etc.

E já agora, reler? Era outro post.

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