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sexta-feira, setembro 23, 2005

"O cheiro do napalm pela manhã..." 

Vale por um grande verso diabólico de um poeta da guerra e da epopeia. A deixa do coronel surfista de Apocalipse Now. "Adoro o cheiro do napalm pela manhã." O filme de Copolla está a terminar na RTP 1 [Kurtz já deve ter sido esquartejado como uma vaca no sacrifício] e estas frases nunca se esquecem.
Vim à estante procurar o livrinho de Joseph Conrad - El Corazón de las Tinieblas - que li numa tradução espanhola da Alianza Editorial. O filme adapta o livro, ou melhor, aproxima-se da sua atmosfera sufocante e agónica. Apenas isso aproxima o filme de Copolla, - uma tragédia no Vietnam, - do livro de Conrad, que é uma vaga e fiel citação semi-autobiográfica, na subida do rio Congo.
Para ajudar à festa li o livro há alguns anos, enquanto descia de canoa o rio Douro. Não foi tão dramático e foi a descer, o que me afasta desde logo daquela suspensão dramática que percorre todo o livro de Conrad e me deixa a meio de um exemplo ridículo.

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