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sexta-feira, setembro 30, 2005

Chegaram 

Depois de um dia inteiro sem sinais, - nada de nada -, já a deixar crescer alguma ansiedade, recebi uma chamada do outro lado do mundo. De PC para o telefone fixo. De momento, tenho mais curiosidade do que saudades, mais desejo de saber como foi e como é tudo; o pormenor do desenho da chávena de café ou o desenho da voluta, a cor do rodapé da casa que se engordura com o tempo, a cor das nuvens e o sabor do vento na boca, o ruído da madeira das escadas do prédio velho e o esgar do chinês que vende cigarros na esquina, o cheiro das ruas e o ruído das folhas das árvores agitadas pelo vento que vem do continente.

Sei que se apanham rãs pelas ruas [estranho país aquele], que se sua abundantemente dos dedos à chegada, que o barco partiu tarde, que o imprevisto também irrompe por aquelas bandas do mundo, que a Taipa fica longe num país onde tudo é próximo. Amanhã saberei mais.

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