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segunda-feira, agosto 22, 2005

Outros autógrafos, livros dedicados 

Muitos dos livros de poesia [e não só...] que encontrei nesta biblioteca incompleta estão autografados e dedicados pelos próprios autores a Sebastião Penedo. Os textos breves, mas frequentemente significativos e mais que protocolares, destas ofertas, merecem alguma atenção. Mas não agora. Alguns dos nomes sonantes da poesia portuguesa estão aqui "representados". Circunstância que revela o grande reconhecimento e amizade pessoal que unia o autor de Claridade a alguns deles, pelo menos.

Sem qualquer ordem, nem alfabética dos autores, nem das obras, e porventura sem ser exaustivo, mas tentando ser completo, aqui ficam alguns dos nomes que deixaram a sua marca manuscrita em sinal de dedicação e amizade:

António Osório [O Lugar do Amor, A Ignorância da Morte], José Apolinário Ramos [Encostado à Solidão, Imagem reflectida, Requiem para Amilcar Cabral e outros], Fernando Grade [Saudade Sábia e outros], António Ramos Rosa [Boca Incompleta, Ciclo do Cavalo, Respirar a sombra viva, Animal olhar], Luis Miranda Rocha [As Mãos no Ar e outros], Luís Amaro [Diário Íntimo], Anderson Braga Horta [Exercícios de Homem, Marvário], Casimiro de Brito [Negação da Morte, Jardins de Guerra], Eugénio Lisboa [José Régio - nota bio-bibliográfica, exame crítico e bibliografia], Eugénio de Andrade [Versos e Alguma prosa de Luís de Camões], Maria Valupi [Amotinação dos Poetas, Songes et Témoins], Fausto Correia Leite [A Rosa Vermelha], Carmo de Sousa Lima [Amanhã sempre tarde], Lourenço de Carvalho [Minha Ave Africana], A. J. Vieira de Freitas [A Palavra que Somos], Alberto Carneiro [Animais de Sombra], Fernando J. B. Martinho [Resposta a Rorschach], Lima de Freitas [Voz Invisível].

Raul de Carvalho
, já o escrevi, primo do poeta e também natural de Alvito, é o autor mais representado e merecerá post à parte. São muitos os livrinhos do poeta de Serenidade, és minha, e uma das dedicatórias é mesmo uma verdadeira composição floral. Herberto Helder também tem aqui a sua marca e sobre ele escreverei à parte, como cabe ao nosso maior poeta órfico, bebedor nocturno do profundo mistério da poesia.

E agora paremos de postar, que se faz tarde. Volto ao desbaste. Arrumar, por estrita ordem alfabética de autores, os livros de poesia do nosso poeta. O móvel vazio, recentemente desocupado da papelada inútil, espera.

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