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sábado, julho 23, 2005

Ler 

Agora é só ler. Ler por compulsão, para saber quem foi que matou. Sem saltar páginas. Sem estigmatizar o mordomo, o motorista ou a criada. Ler. Escrever depois.

"... a puta que os pariu!" 



Luiz Pacheco teve ontem, sexta-feira à noite, honra de documentário na 2. Uma peça preciosíssima, sem rodriguinhos, com uma desenvoltura superlativa. Com depoimentos substantivos, bem articulados, com a arte desconcertante das palavras do escritor e com a figura incontornável do próprio. Ele por ele e pelos que lhe são próximos, pelo que o estudaram, pelos filhos, pelos amigos.

Quando no último fôlego [como provocação óbvia] lhe perguntaram qual a mensagem que deixava aos escritores da nova geração, Luiz Pacheco não perdeu tempo a pensar muito: "...a puta que os pariu!"

sábado, julho 02, 2005

Onde está a minha? 

A construção da rede do MST (Metro Sul do Tejo) vem acrescentar em Almada uma dimensão nova: um vasto circuito de coclovias, bem enquadradas na nossa malha urbana, para quem quer fazer da bicicleta um meio de transporte individual seguro e credível. A futura rede de metro passará a ser acompanhada por uma ou duas pistas de piso regular e diferenciado.


[clicar sobre foto para ver fotoblog]

Mas reparem na foto que encontrei no fotoblog de Enríque, o autor de El Blog de Enríque Dans. À entrada da estação de combóio de Amsterdão... E apostava em como é apenas uma vista parcial do parque. Se não me tivessem roubado a minha bike, já há meses, eu perguntava: "Onde é que está a minha?"

Para reler o meu post-questionário, publicado na Paixão, há muitos meses atrás, sobre o assunto da rede de ciclovias do concelho, clicar aqui.

Já cá cantam! 

Passei pelo Teatro Municipal [ao lado da velhinha escola Veiga Beirão] e já aqui tenho a assinatura para todos os espetáculos do Festival deste ano. Isto deslumbra, pelo gigantismo da empresa, pela qualidade do programa, pela variedade das iniciativas e pelo espírito cosmopolita que promete. E pelos amigos que eventualmente lá irei encontrar... ou não. Como sempre.

Já na próxima segunda-feira, 4 de Julho: Manucure, de Mário de Sá-Carneiro, um recital de Poesia com interpretação de João Grosso. No palco Grande da António da Costa. Um bom começo.

sexta-feira, julho 01, 2005

O Festival de Teatro de Almada, 22ª edição 




O Festival de Teatro de Almada já chegou e vai na 22ª edição. Este ano conta com um novo equipamento: o novo edíficio do teatro municipal, construído de raiz, junto à escola António da Costa. É um edifício amplo, de grande volumometria, obra de arquitectura, da autoria de Gonçalo Afonso Dias, Egas José Vieira e Manuel Graça Dias.

O Programa é extenso e variado, como é costume. Para além do teatro, com a participação de companhias estrangeiras e nacionais de grande plano, há também Exposições, Colóquios, Debates e Concertos de música. William Shakespeare, Gil Vicente, Abdelkader Alloula, Mário de Sá-Carneiro, Nick Dear, Pepetela, Platão [Apologia de Sócrates], Henry de Montherland e Cesário Verde, para só citar os mais sonantes, são alguns dos nomes representados neste festival. Como acontece cada ano, as tardes e as noites quentes de Almada, vão ser animadas por um público muito numeroso, que enche os recintos dos espetáculos e aproveita todos os pretextos de uma grande festa da cultura.



Os preços de bilhetes avulsos para os espetáculos são muito variados, mas em contrapartida compensa adquirir as assinaturas: um Adulto paga 65€, um jovem menor de 25 anos e público da 3ª idade, com mais de 65, desembolsam apenas 35 €.

Para ver o sítio do festival basta clicar aqui e seguir a curiosidade. Aqui encontra-se o Programa em formato PDF.