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sábado, junho 18, 2005

"Não sou uma tonta..." ou assim! 



O DNa de ontem, sexta-feira, 17 de Junho, publicou uma entrevista desconcertante de Carlos Vaz Marques a Adília Lopes. O primeiro terço é dedicado à presença das baratas na poesia e na vida da autora. Depois a poetisa faz uma revelação: está a deixar a poesia. E de seguida: "- Eu levo a minha poesia muito a sério. Para mim é uma questão de vida ou de morte. [...] É uma questão de sobrevivência. Se eu não escrevesse poesia não sei o que seria de mim. Seria muito difícil sobreviver emocionalmente, mentalmente. "

Nunca li, com método, nada da Adilia Lopes. Conheci-a num programa de televisão em que falava de livros, sempre num registo de subjectividade desarmante, após o que os pesava na balança do lado. E acabava sempre com uma frase do tipo: "Este livro pesa... x gramas!" Um dia, creio que no último programa, apresentou-nos a sua mulher a dias de muitos anos, elogiou-a com palavras simples e de seguida pesou-a na balança. Acho que a Adília pesa tudo aquilo de que gosta muito.

Nunca a li mas em contrapartida partilhei com ela, há cerca de um ano, uma boleia de um amigo comum. Vinhamos de um recital de poesia em Almada e o nosso amigo juntou-nos num breve périplo durante o qual falou da Física, uma das suas grandes paixões de mulher de letras. Agora que escrevo sobre este breve encontro sem consequências literárias ou outras... recordo-me de que fiquei de lhe enviar qualquer coisa pelo mail. Mas não me lembro o quê.

* * *


"A minha mãe dizia-me que sabia escrever com dois dedos, mas não me iniciou. Para a minha mãe, eu devia aprender a escrever com os dedos todos desde o começo, para não ganhar maus hábitos. Nunca vi a minha mãe a escrever à máquina." [Crónicas da vaca fria, Adília Lopes]

Mais Crónicas da vaca fria
podem ser lidas no link indicado atrás.

Comments:
Curioso... Nunca pensei que a menina Adília tivesse/usasse o e-mail... Sempre surpreendente!
 
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