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quinta-feira, junho 02, 2005

Livros lidos (nas últimas semanas) 

Não é um furor propriamente dito, mas é o entusiasmado renovado da leitura descomprometida que chega com a primavera, com o tempo quente, com a apoteose das esplanadas ao vento, com a derrocada de alguns compromissos sociais prementes. Neste post breve deixo a lista das obras lidas no último mês, após o regresso às páginas dos livros. Noutros posts ficará uma recensão breve para cada uma das leituras.

Portugal, A Corte e o País nos anos de 1765 a 1767, Giuseppe Gorani, Lisóptima Edições, trad., Prefácio e Notas de Castelo-Branco Chaves, Lisboa, 1989

Autobiografia de Federico Sánchez, Jorge Semprúm, Moraes, col. mundo imediato, Lisboa, 1982

O Adeus de Federico Sanchéz, Jorge Semprúm, Edições ASA, Lisboa, Fevereiro de 1995

Cândido, Voltaire, Biblioteca Visão, Lisboa, Fevereiro de 2000

Menina a caminho, Raduan Nassar, Cotovia, Contos, Lisboa, 2000

Memória das minhas putas tristes, Gabriel García Márquez, Publicações D. Quixote, Lisboa, Março de 2005

A Mulher do Chapéu de Palha, Graça Pina de Morais, Edições Antígona, Lisboa, 2000

Antes, durante e depois dos livros só contam os poemas soltos, os autores de sempre, alguns novos, as músicas. Já os referi parcialmente num post anterior, recente: reli ou li, de facto pela primeira vez, com imenso prazer, o longo poema de Raul de Carvalho "Serenidade, és minha"; voltei a alguns dos poemas de Herberto Helder ["No sorriso louco das mães batem as leves/ gotas de chuva" e "Minha cabeça estremece com todo o esquecimento"], reli alguns versos de Franco Alexandre ["as primeiras coisas eram verdes ou azuis, com água pela cintura"], O Adeus Português de Alexandre O'Neil ["Nos teus olhos altamente perigosos/ vigora ainda o mais rigoroso amor"], Al Berto ["... inclino-me de novo para o pano deste século/ recomeço a bordar ou a dormir/ tanto faz/ sempre tive dúvidas de que alguma vez me visite a felicidade"], aqueles versos inspirados do Silabário de José Bento, a que regresso sempre para me comover de cada vez de um modo diferente, na solene evocação do Enterro do Senhor de Orgaz ["... és a obra mais sonhada e mais gerada/ em mim, que existo para minhas obras."], a música dos flamencos (Duquende, José Mercé, Perro de Paterna, Jose Menese, Bernarda de Utrera, Carmen Linares, entre outros, Leonard Cohen e mais remotamente o Messiah de Handel...

Comments:

De vez em quando, venho aqui à tua procura. Porque, se escreves, podemos ler nas tuas entrelinhas se estás longe ou perto, se entraste, como dizes, em letargia ou se te encontras pronto a acordar para animar as hostes (que isto tem andado muito parado aqui para estes lados...).
Refiro-me às bibliotecas escolares e aos nossos encontros para partilha de conhecimentos, para programação conjunta de acções, para "sacar" aquela ideia espectacular que outros tiveram e que nós gostaríamos de experimentar na nossa biblioteca...
Bom regresso.
Da minha parte, aqui fica a "ameaça" de vir aqui saber de ti, sempre que possa.
Alice Santos (Biblioteca da José Afonso)
 
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