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quinta-feira, junho 02, 2005

Inércia, regresso à Poesia 

Depois de meses nas boxes... regressei à poesia. À leitura pontual e sem plano, correndo atrás do verso e do poema, salteando alegremente as páginas e as prateleiras da minha biblioteca. E ao primeiro sinal logo aparecem os fantasmas jubilosos de sempre: Miguel Hernández, O'Neil, Herberto Helder, Ruy Belo, Borges, Raul de Carvalho e outros que logo cruzam velozmente a minha memória apressada de leitor nervoso.

Devo este regresso à leitura da poesia ao acaso de um encontro feliz. De um encontro bizarro e inconfessável. E ao gosto de partilhar as nossas descobertas mais pessoais. Ao gosto de que outros nos sigam enquanto continuamos por um caminho solitário, por uma vereda estreita e sinuosa, entre palavras e metáforas improváveis. Só por isso - por este regresso - agradeço à Joana (nome fictício), com a convicção cada vez mais firme de que lemos melhor quando partilhamos com outros a intimidade das nossas leituras.

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