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terça-feira, junho 07, 2005

Giuseppe Gorani, espião, aventureiro e agente secreto 



Portugal - A Corte e o País nos anos de 1765 a 1767, Giuseppe Gorani, trad., Prefácio e Notas de Castelo-Branco Chaves, Lisóptima Edições, Lisboa, 1989

É, para os próximos dias de leitura, a minha piéce de resistence, à mistura com outros autores e outras histórias. Trata-se de um aventureiro italiano que permaneceu em Lisboa entre 1765 e 1767, ainda no rescaldo do grande terramoto, como protegido do Marquês de Pombal, e ao seu serviço, a quem começou por admirar, depois odiar e por fim temer. Escreve sobre a paisagem humana de Portugal da época, sobre as instituições e sobre o carácter dos homens de estado e de governo. O retrato que faz dos poderosos é de pura abominação e decadência consentida. Num país onde o arbítrio e o capricho de um governante iluminado, que governa pelo medo e pela violência pública, fazem a lei e o costume, só se pode temer pela vida. Gorani precisa de simular a notícia da morte inesperada do pai, em Itália, para pretexto da sua viagem que é uma fuga.

Para algumas informações complementares sobre o autor, ver pelo menos aqui e aqui.


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