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quinta-feira, junho 03, 2004

O Celeiro, nova entrega do jornal escolar da Moinho de Maré 



Não é o momento para falar do Correio de JB mas do Celeiro, jornal regular, pontual como as estações do ano, o jornal escolar da Escola Secundária Moinho de Maré. O exemplar que recebi ontem - o Francisco Gonçalves veio cá de visita e ofereceu-me o último número - é o 30 (já vai no ano 12) e faz manchete com o Baile de Finalistas da escola. "Vamos ao baile", o Celeiro foi. Este número, impresso na Regigráfica (como o nosso Correio de JB), em papel de uma gramagem maior, de branco imaculado, saiu com 20 páginas, o que é muito considerável. A página 3 é dedicada a um artigo de fundo de um professor que escreve sobre "Aristóteles e a cidadania", enquanto a anterior é preenchida com notícias soltas: a sexualidade em Tertúlia (boa ideia, esta), um encontro sobre o 25 A, a apresentação de uma Associação Juvenil Move-a-Mente. Relatos de visitas de estudo (à Pedreira do Galinha, à Escócia, a Madrid, a Guimarães e Braga, Sintra), a participação de 7 professores num encontro Galaico-Português sobre Educação pela Paz, que teve lugar em A Guarda, notícias sobre actividades escolares das mais variadas, páginas inteiramente consagradas à fotografia, à poesia e à BD, preenchem um jornal com uma imagem muito consistente que mantém uma linha editorial sólida desde que o conheço. Mas ainda sobra espaço para falar de gastronomia, a Literatura no Português B, o Hip Hop, o Dia da Ciência, o Passa a Palavra, a capoeira (que é aquilo que nós sabemos com muito jogo de pernas e de ancas), o Rock in Rio, jogos de computadores, Teatro e o mais. E claro as fotografias das turmas que terminam, os alunos "grandes" do 12º ano, no seu Baile que faz manchete.



Conheço o Celeiro há muito ano. Foi este jornal escolar que eu visitei quando preparava a saída do Correio de JB. Apareci numa aula de comunicação e assisti ao trabalho de Redacção (por duas vezes), troquei umas ideias, levei algumas respostas. O Celeiro não corresponderá, em todos os aspectos, ao meu modelo de jornal escolar - nomeadamente a organização das matérias e o grafismo que me parece muito cuidado mas pouco flexível. Tenho críticas à composição da 1ª página, onde o título da publicação e informação complementar ocupam um terço de todo o espaço. Também me parece que a última página é demasiado flutuante, não estabilizando uma fórmula nem uma imagem. Mas reconheço que este jornal realiza bem, com sensibilidade e coerência, algumas boas ideias do jornalismo escolar. É uma publicação elegante, promove um jornalismo de escola, o que não acontece com toda a imprensa escolar e enriquece, com cada número que sai, o património da Moinho de Maré. Pratica um jornalismo ético, pelos valores que promove, e estético, pela atenção única à fotografia e às artes. É um jornal escolar dirigido pelo bom Xico Braga, no qual o Francisco colabora regularmente. É, inevitavelmente, uma das referências do concelho neste âmbito. E é regular, já o disse, mas gostaria de repetir. E num jornal escolar essa qualidade é uma conquista que se consegue com muito trabalho, com muita persistência.
Para uma visita virtual à escola, que parece um celeiro (é o que dizem) - circunstância que terá facilitado a escolha do nome do jornal - basta apontar o cursor e, sem medo e com espírito fraterno, clicar aqui. O sítio da escola, que eu não conhecia é bastante interessante. Tem substâcia informativa, quer dizer, serve para dar informações de que os seus utilizadores potencias necessitam. Pais, alunos, professores, funcionários... visitantes. Não vou sugerir que comparem este serviço com o nosso sítio, que permanece em estado de ruína desde há dois anos sem que a gestão da JB se preocupe minimamente com isso. Mas comparem.

Comments:
achoi muito bonito este trabalho
 
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