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quinta-feira, junho 17, 2004

Da escola, em final de ano... procurando uma esplanada 

Visitava os blogues do costume, fazia a ronda matinal, olhava pela janela à volta. No blogue Da escola li então um post que me sugeriu este breve texto de resposta. O autor escrevia sobre o fim das aulas. Uma vez terminadas fica sem saber que fazer, com um sentimento de vazio. Este blogue, "sobre a escola e sobre os professores, sobre histórias de um quotidiano", como o próprio autor esclarece, é mantido pelo Manuel Diniz P. Cabeça, professor PQND do 10º A, de História. Manuel Pinto deu aulas na secundária de Montemor o Novo, pelo menos até este ano. Os textos deste blogue, que teve o seu início em Dezembro de 2003, relatam experiências da escola, do ensino em geral, manifestam impressões, apresentam ideias e perplexidades. Aqui vai o texto de comentário que deixei:

"Compreendo isso, tal como o descreve. Também sinto o vazio do final das aulas, sempre súbito ainda que previsto no calendário desde há muito. Nos anos mais 'graves' cheguei a somatizar esse fim das actividades lectivas, com problemas de saúde que me ocupavam o tempo nas semanas de vazio. Julgo já ter ultrapasado isso, apesar de me encontrar 'retirado' de momento, por motivos laterais ao stress de fim de ano. Mas não concordo consigo quando diz que já acabou e não há nada para fazer.. Pelo contrário (e isto não é propriamente um conselho) penso que terminadas as tarefas lectivas a escola abre-se como um espaço para balanços, para discussões que não tivémos tempo de fazer durante o ano lectivo, para ensaiar novas experiências e desenvolver projectos. O que mais me custa, na minha ingenuidade gregária e no meu voluntarismo, é que terminadas as actividades lectivas os professores tendam a debandar (literalmente, nuns casos) para outras actividades obrigatórias de natureza burocrática e não encontrem espaço para encontros de trabalho em torno do que mais nos interessa e mobiliza: a discussão de ideias, relatos de experiências, inclusivé no interior da própria escola, a concepção de projectos inovadores para novas aprendizagens. Já reparou que as escolas não se visitam, mesmo quando são geograficamente muito próximas? Na minha já tentei fazer passar a ideia (com pouca veemência, é certo) de que, terminadas as obrigações mais urgentes, seria muito estimulante e enriquecedor, preparar visitas de pequenos grupos de professores (e funcionários) a escolas do mesmo nível, com o objectivo de confrontar experiências e conhecer práticas educativas. Sem excessivo formalismo, tal como o digo: visitar escolas, contactar com colegas e falar daquilo que mais nos preocupa e mobiliza. Só isto, sem protocolo. Mas seguramente com muito proveito para quem visita e quem é visitado. É só uma ideia. Provavelmente reagi ao seu post com mais entusiasmo porque de momento não me encontro no activo..."

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