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terça-feira, maio 18, 2004

LIV (cont.) 

LIV quer dizer Leituras Imprevistas, Vª edição. Já assinalei o acontecimento mas ainda não deixei registo mais circunstanciado da actividade. Vai agora.
O tema dominante que apresentei há meses era o futebol, daí a minha busca de literatura afim. Apontei para a data de 12 de Maio, para marcar a proximidade do início do Euro 2004 (falta um mês para...) e sugeri a leitura integral de Maracanã Adeus, de Edilberto Coutinho. Com o passar dos dias e a falta de eco de algumas das entidades que contactámos para paraticipar nas Leituras fomos abandonando a ideia de promover uma leitura integral daquela obra. Fixámo-nos numa sessão de abertura das Leituras, na Biblioteca, com um convidado de relevo do mundo do futebol. Convidei então o Fernando Correia, animador da Bancada Central da TSF, e voz cativa nos relatos dos jogos de cada fim de semana. Afectuoso e disponível para o contacto humano, aceitou o meu convite à primeira e às 9.45 do dia 14 de Maio (acabámos por mudar a data) lá estava a chegar à JB. Depois de um café no bar, subiu à Biblioteca e com a companhia do Manuel Pacífico e da Lucília Achando, começou a sessão. O alinhamento estabelecido foi este:

Sessão de Animação de Leitura - ALINHAMENTO
Leituras Imprevistas V

10.00 Biblioteca da Escola João de Barros
Leitura Dramatizada do conto Mulher na Jogada – Grupo de Teatro Qtª da Água

Apresentação das Leituras (equipa da BME)
Sobre as outras edições das Leituras e sobre a edição de 2003/ 2004

Apresentação do convidado Fernando Correia
O livro sobre jornalismo radiofónico, no dia do seu lançamento
Tema de discussão: A importância do Futebol na formação dos jovens

Discussão em aberto: perguntas ao convidado e debate sobre o tema com os alunos

11.30 Encerramento da sessão:
Alguns livros sobre futebol, sugestões de leitura



De acordo com os relatos que recebi a sessão correu muito bem. Uma turma assistiu ao acontecimento, que não terá seguido escrupulosamente o alinhamento sugerido, e o convidado empolgou alunos e professores presentes. Com a humanidade que se lhe reconhece, com uma fluência invejável, Fernando Correia falou da sua carreira na Rádio, falou de futebol e do mundo tão particular que ele engendra. Apresentou o livro, cujo lançamento decorria nesse mesmo dia: "A Rádio não acontece... faz-se". A sessão contou também com a presença do seu editor e de outro convidado, houve leitura de poemas e por sua iniciativa, Fernando Correia leu um excerto do livro do autor brasileiro.
A intervenção inicial do Grupo de Teatro, para uma leitura dramatizada de um dos contos do livro, foi cancelada à última hora.
Depois desta sessão a leitura do Livro de Inês Botelho seguiu de acordo com o que foi previamente preparado. À tarde houve uma sessão de encerramento de que não tenho notícia ainda.

P.S.: O que correu mal
Estas Leituras foram uma sobrevivência residual de um plano inicial bem mais ambicioso. Para começar a minha contribuição, ainda que obrigatoriamente à distância, foi algo fracassada. Pelos vistos o tele-trabalho é mais difícil do que parece quando é elogiado nos media. Muitas dimensões do nosso plano inicial, por motivos diversos, ficaram por realizar. Gostaria, por razões de metodologia e pedagogia para o futuro, de deixar aqui o registo desses actos falhados, de cujo desconcerto pode afinal emergir a nossa edição deste ano das Leituras.
Em Março fizémos seguir para o Benfica um ofício a formalizar o convite a Eusébio para participar numa sessão da nossa actividade. Não recebemos qualquer resposta.
Os contactos com a Editora GaiaLivros, por ofício, mail e telefone, não deram grandes resultados. A editora resolveu ignorar os nossos pedidos de colaboração para dar a conhecer uma das suas autores.
O meu pedido de colaboração ao Colégio Bandeirantes para realizar uma sessão de leitura e diálogo entre os alunos e professores das duas escolas, através de webcam... remetido para o Departamento de Língua Portuguesa, caiu no esquecimento.
O contacto com o consulado do Brasil não teve o resultado que esperava e a casa do Brasil também não respondeu às nossas solicitações repetidas.
Na JB, ao que sei, as sugestões "personalizadas" feitas a vários agentes da escola também não tiveram eco.
O Grupo de Teatro aceitou o desafio de realizar uma leitura dramatizada mas a dois ou três dias do evento cancelou a sua participação.
A edição deste ano das Leituras foi o resultado destes encontros e desencontros.
Já estou a trabalhar na edição do próximo ano. Sem ressentimentos.



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