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domingo, abril 04, 2004

Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Bordéus 

Fez ontem, 3 de Abril, 50 anos que morreu o cônsul Aristides Sousa Mendes. Salvou milhares de refugiados, quando os alemães ocupavam a França e já não havia saída. Arruinou a sua vida e dos seus 14 filhos. Só foi recuperado recentemente como uma das grandes figuras morais de resistência ao antigo regime. Porque o seu acto foi de heroísmo silencioso. Proscrito, acabado, falido, viveu o seu acto grandioso mergulhado nas vicissitudes do fracasso. É um dos meus heróis, porque não acredito em santos. Mas também não me lembro de outro que se lhe possa equivaler.
Fala-se em recuperar a casa do diplomata, conhecida como a Casa do Passal, em Cabanas de Viriato. Mas falta o dinheiro e isso não é pouco. A Fundação Aristides Sousa Mendes, criada em 2000, quer criar ali um Museu do Holocausto.
O meu "arquivo" sobre o cônsul de Bordéus resume-se a um folheto pedagógico, a um livro de natureza biográfica e ao documentário de Diana Andringa, "Aristides de Sousa Mendes - o cônsul injustiçado".


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