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segunda-feira, março 01, 2004

Teoria do Caos Reloaded 

Não se trata propriamente de uma teoria, mas de uma metáfora. As minhas leituras estão um caos. Conto com a próxima semana - esta que agora começa - para induzir alguma ordem na minha gestão das escolhas. Antes de mais estou com um problema de método que também terei de resolver. Alguns dos livros que já li viajam pela casa (literalmente), entre o quarto de dormir e a sala, entre o hall e o escritório, esperando uma recensão pela graça de Deus. O livro de Hemingway, o livro de viagens por Espanha de Cees Noteboom , Selvagens e Sentimentais - Histórias do Futebol, de Javier Marías, aguardam pacientemente que escreva sobre eles. Depois há os livros interrompidos que terei de retomar: o ensaio sobre A Paz Perpétua de Kant, o Apocalipse do Novo Testamento. Harry Potter e a Ordem da Fénix de J. K. Rowling é leitura para antes de dormir, do Miguel. Regressámos ao início depois de meses de paragem. Os Diários de Miguel Torga, na edição em dois grandes tomos da D. Quixote, também andam na minha bolsa de leituras. Estou no Diário IX, cheguei a 1962. Requisitei o Maracanã que terá de esperar pelo menos uma semana. O livro de Inês Pedrosa, Fazes-me falta é leitura para o final desta semana. A escritora virá no sábado ao Fórum do Seixal, para o encerramento da comunidade de leitores que animou durante meses. Não gostaria de comparecer sem ler um dos livros à discussão. Depois apareceram-me mais duas leituras à margem, que tenho de fazer muito rapidamente: o livro de poemas de Mário de Sá-Carneiro, Indícios de Ouro, com uma substancial Introdução de Maria Ema Tarracha Ferreira e o Guarani do escritor brasileiro José de Alencar. É quase a quadratura do círculo, meter o Rossio na Rua da Betesga ou parecido. Dentro de uma semana voltarei a escrever sobre o deve e haver.
Depois há "outras" leituras. A TSF fez ontem, 29 de Fevereiro, 16 anos. Através do DN a rádio da Avenida de Ceuta ofereceu aos ouvintes-leitores um belíssimo CD com os sons destes anos todos. É uma viagem fascinante através de notícias, episódios de rádio, momentos que ainda estão na minha memória, eu que só ouço a TSF. São 59 sequências num total de quase 80 minutos de sons, divididos por categorias: Confrontos na Antena, Sons Singulares e Únicos, O "Estilo TSF" na Reportagem, Timor, Uma Causa da Rádio, "Vox Populi", Memórias do Futebol, Programas da TSF premiados. Faltam ali algumas memórias, as minhas, mas o trabalho é de um requinte a que a TSF habituou desde há muito os seus ouvintes mais fiéis entre os quais me conto.

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