<$BlogRSDURL$>

quinta-feira, fevereiro 19, 2004

"Nunca mais eu chego ao Porto... 

... se lá fôr por este andar/ em meu peito escreve torto,/ na minh'alma a dar a dar./ Tinta verde dos teus olhos..." E assim por diante. Vem o desvario lírico a propósito de ter recebido ontem da colega Fernanda Lourenço um postal do Porto. Enviado de cá, é certo, mas com sotaque do Porto e trocando devidamente os "vv" pelos "bb". Adoro esse sotaque em que as sílabas finais das palavras são meio cantadas. A Fernanda e a Arminda (e quem mais?) foram em visita de estudo ao Porto com os seus alunos, ler a cidade com os olhos de quem conhece bem a escrita do tempo. Espero notícias mais detalhadas dessa visita à Invicta.
Nunca visitei o Porto com a demora que a cidade merece. Passei por lá uma meia dúzia de vezes, fui ao Bolhão, andei pela zona comercial, passeei por um jardim indefinido numa pausa do Caminho de Santiago, bebi um cimbalinho, fui lá receber dois prémios do Correio de JB e pouco mais. Se calhar por má consciência, por não ter dedicado ainda à cidade o tempo que as grandes cidades reclamam, comprei ontem na FNAC de Almada o Porto.Ficção, da ASA e da sociedade Porto 2001. É um livro de contos de autores tão diferentes como Agustina, Lídia Jorge, Luísa Costa Gomes, Mia Couto, Nelida Piñon, Pepetela... Mas não é leitura para já.

Comments: Enviar um comentário